Quem pratica actos de violência é frequentemente motivado pela crença de que age com base em princípios fundamentais e que o direito está do seu lado. Assim sendo, será que a estratégia mais perigosa é a crença de que estamos a agir para o bem? E não será esta a defesa utilizada para apoiar ações, por mais egoístas, injustas e cruéis que sejam?
Quando acreditamos que estamos a agir para o bem, estamos a defender um resultado que consideramos benéfico para todos ou para nós próprios? Ou esta é a nossa única defesa para não admitirmos que toda a gente persegue os seus próprios objectivos sem consideração pelos outros?
Assinalam-se hoje os 80 anos do lançamento da bomba atómica.