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| Pablo Picasso "Harlequin" 1918 |
Pablo Picasso
No início do Cubismo, nem Picasso nem Braque assinavam as suas pinturas. Renunciaram ao virtuosismo em busca da verdade, além das aparências. A chegada do Cubismo respondeu à complicada busca da verdade através da arte, e o fez de maneira revolucionária. Representou a realidade com um método longe das aparências, mostrando as incertezas do mundo no início do século XX, que eram tecnológicas e ambíguas, como a actual.
Com o Cubismo, que nunca abandonou a figuração, surgiu a intelectualização e, a partir daí, a arte abstracta, a arte conceitual, o artista como elemento-chave do que é arte. Não eram pinturas, era um novo objecto pendurado na parede.
O Cubismo influenciou o desenvolvimento da percepção da nossa sociedade, mostrando uma realidade, sempre mais do que parece, e fragmentada em milhares de pequenas informações. Uma condição que se multiplicou até hoje na nossa sociedade da informação, e no contexto de transformação digital. Podemos dizer sem dúvida que hoje somos mais cubistas do que ontem. E essa verdade perseguida continua, paradoxalmente, tão distante, ou mais, do que então. Picasso, Braque, Gris ou Léger renovaram a arte, e reinventaram as suas regras e objectivos.
