As nossas narrativas permitem-nos dar sentido ao mundo. Desde a criação do cenário e o fornecimento de meios para compreender o que está a acontecer até à colocação no centro da história da nossa própria vida, as narrativas ajudam a estruturar os nossos objectivos e as nossas vidas. Mas existe o risco de que, em vez de nos ajudarem a compreender o mundo, as narrativas nos possam esconder a realidade.
Da caça às bruxas aos cultos, da propaganda de guerra aos crimes de honra religiosos, há pessoas preparadas para matar e morrer por histórias em que acreditam e que outros vêem como ilusões totalmente falsas. Devemos ver-nos como presos às nossas narrativas tanto quanto dependemos delas para dar sentido ao mundo? Ou será possível escapar à limitação das nossas próprias narrativas para ver o mundo tal como ele é? E se sim, como? Isto recorda-me a canção dos BAN:
“Dá-me um ideal, um imaginário, dá-me um ideal, um imaginário
(Dá-me um ideal, um irreal, dá-me um ideal)
Dá-me um ideal, um ar ilusório, dá-me um ideal, um ar ilusório
(Dá-me um ideal, um ideal, dá-me um ideal, um ideal)
Dá-me um ideal, um ideal, dá-me um ideal
Popular, surrealizar por aí
Popular, surrealizar por aí
Popular
Não me dês moral, dá-me um ideal irreal social popular avançado"
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