Dia do Livro Português

Livros

A data, criada pela Sociedade Portuguesa de Autores, tem o intuito de destacar a importância do livro, do saber e da língua portuguesa em todo o mundo. Foi neste preciso dia, em 1487, que se imprimiu o primeiro livro em Portugal: o “Pentateuco”, escrito em hebraico.

A literatura portuguesa é rica em clássicos que moldaram a língua e a cultura, destacando-se "Os Lusíadas" de Camões, "Os Maias" de Eça de Queirós, o "Livro do Desassossego" de Fernando Pessoa"Amor de Perdição" de Camilo Castelo Branco, "Auto da Barca do Inferno" de Gil Vicente, "Viagens na Minha Terra" de Almeida Garrett, "Sonetos" de Antero de Quental, "O Ano da Morte de Ricardo Reis" e "Memorial do Convento" de José Saramago, "Húmus" de Raul Brandão, "A Casa Grande de Romarigães" de Aquilino Ribeiro, "Poesia" e contos (ex: A Menina do Mar) de Sophia de Mello Breyner Andresen, "Aparição" de Vergílio Ferreira, "O Delfim" de José Cardoso Pires, "Os Cus de Judas" de António Lobo Antunes, entre outros.

Segundo o INE, em 2024, foram editados em Portugal 11 615 livros em formato impresso, dos quais 8 636 (74,3%) correspondem a obras originais em português.

Livro - do latim liber, libri, que indicava a parte interna da casca das árvores (material usado no passado para escrever) - é um conjunto de folhas (papel, pergaminho ou digital) manuscritas ou impressas, reunidas em volume e protegidas por uma capa. Funciona como suporte físico ou digital para obras literárias, científicas ou de outra índole, com extensão suficiente para formar um volume.

Ao longo dos séculos, os livros preservaram ideias, memórias e conhecimento. Mantiveram viva a memória colectiva, sendo considerados instrumentos de transformação social e, por vezes, de revolução.

Os livros são ferramentas poderosas que, além de educar e entreter, podem ser utilizadas para manipular ideias, moldar comportamentos e influenciar o pensamento colectivo. A literatura tem o poder de alterar o rumo de nações, reformular ideologias e mudar a forma como vemos o mundo, o que pode ser utilizado para influenciar consciências. Certas obras são construídas para induzir o leitor a acreditar em pautas específicas, evitando o pensamento crítico e promovendo a reprodução de ideias prontas (manipulação ideológica).

Os livros podem ser usados para influenciar e persuadir, sendo que obras que não estimulam o questionamento crítico podem tornar o leitor mais susceptível à manipulação. Enquanto no passado os livros eram vistos como fontes de conhecimento subversivo (sendo muitas vezes censurados), hoje existe uma reflexão sobre a mudança da sua essência, visto serem por vezes usados apenas como decoração ou para consumo rápido de informação, o que também afecta a construção de conhecimento profundo.

Resumindo, a leitura é amplamente reconhecida como uma ferramenta de fortalecimento do pensamento crítico e da empatia, permitindo que os leitores questionem as informações recebidas e desenvolvam as suas próprias ideias. A capacidade de um livro manipular ou libertar depende frequentemente da postura crítica do leitor.