Dia Nacional dos Centros Históricos

 

Templo Romano de Évora

O Centro Histórico de Évora, classificado como Património Mundial da UNESCO desde 1986, É, por excelência, o "exemplo" do centro histórico português, com visíveis repercussões na generalidade do território ultramarino. Évora deve a sua relevância a uma história milenar que recua à Pré-História. Mas a história sobrepôs-se-lhe fazendo dela uma das mais notáveis cidades romanas da Lusitânia - Ebora Liberalitas Júlia - da qual restam inúmeros vestígios, destacando-se o Templo Romano.

Tornou-se, em seguida, num dos grandes centros urbanos do Sul do reino português, lugar contínuo de visita e estadia dos monarcas. Viu ali nascer e desenvolver-se os primeiros e brilhantes traços do gótico, combinados com a herança (e a procura de emulação) do mundo "mourisco" ou árabe no chamado "estilo mudéjar", durante os séculos XV e XVI. Recebeu depois os influxos do humanismo e é ali que aparecem algumas das primeiras grandes obras arquitetónicas do Renascimento ibérico, por volta de 1530.

Estes diversos momentos tornaram-na numa espécie de joia patrimonial, à qual os séculos não se escusaram de adaptar, mas que mantém intacta uma ambiência de autenticidade e monumentalidade que a transformam numa verdadeira «cidade-museu».in

 

Comemorado a 28 de Março, em homenagem ao nascimento de Alexandre Herculano, um dos maiores defensores do património nacional, o dia pretende recordar a importância destes espaços enquanto elementos de cultura e património que encerram um elevado valor histórico e, simultaneamente, um grande potencial para o futuro.

Neste dia os monumentos e outros espaços dos centros históricos estão abertos ao público, que os podem visitar gratuitamente, entrando em contacto com o passado destes locais. Nesta data realizam-se exposições, torneios, provas de orientação, concertos, leituras encenadas, animações de rua, etc., tudo com o objetivo de dinamizar os centros históricos e chamar a atenção para a preservação e valorização dos mesmos.