« (...) A felicidade não é coletiva, mas individual e privada — o que faz feliz uma pessoa pode fazer infelizes muitas outras, e vice-versa — e a história recente está infestada de exemplos que demonstram que todas as tentativas de criar sociedades felizes — trazendo o paraíso à Terra — criaram verdadeiros infernos. Os Governos devem estabelecer como objetivo assegurar a liberdade e a justiça, a educação e a saúde, criar igualdade de oportunidades, mobilidade social, reduzir ao mínimo a corrupção, mas não se imiscuir em temas como a felicidade, a vocação, o amor, a salvação e as crenças, que pertencem à esfera privada e nos quais se manifesta a feliz diversidade humana. Esta deve ser respeitada, porque toda tentativa de regulamentá-la sempre foi fonte de infortúnio e frustração.(...)»
in El País
Prémio Nobel da Literatura em 2010, o romancista peruano Mário Vargas Llosa (28 de Março de 1936 - 13 de Abril de 2025) combinava o realismo corajoso com o erotismo lúdico e as representações da luta pela liberdade individual na América Latina, ao mesmo tempo que escrevia ensaios que o tornaram um dos comentadores políticos mais influentes no mundo de língua espanhola.
