«(...) O nacionalismo faz apelo aos nossos instintos tribais, à paixão e ao preconceito, e ao nosso nostálgico desejo de ser aliviados da tensão da responsabilidade individual, que ele tenta substituir por uma responsabilidade coletiva ou de grupo. É em correlação com essas tendências que verificamos que as mais antigas obras sobre teoria política, mesmo a do Velho Oligarca, mas de modo mais acentuado as de Platão e Aristóteles, expressam concepções decididamente nacionalistas, pois tais obras foram escritas numa tentativa de combater a sociedade aberta e as novas ideias de imperialismo, cosmopolitismo e igualitarismo.(...)
As palavras ríspidas proferidas neste livro acerca de algumas das principais figuras intelectuais da humanidade não são motivadas, quero crer, por um qualquer desejo meu de as diminuir. Nascem antes da minha convicção de que, para que a nossa civilização sobreviva, temos de quebrar o hábito da deferência para com os grandes homens. (…) [Este livro] Esboça algumas das dificuldades que a nossa civilização enfrenta - uma civilização que podia talvez ser definida por almejar a humanidade e a razoabilidade, a igualdade e a liberdade; uma civilização que está ainda na sua infância, por assim dizer, e que continua a crescer apesar do facto de ter sido muitas vezes traída por tantos dos próceres intelectuais da humanidade. O livro tenta mostrar que esta civilização ainda não se recompôs por completo do choque do seu nascimento - a transição da sociedade tribal ou "fechada", com a sua submissão a forças mágicas, para a "sociedade aberta", que liberta os poderes críticos do homem. Tenta mostrar que o choque dessa transição é um dos fatores que tornam possível a ascensão desses movimentos reacionários que têm tentado, e continuam a tentar, derrubar a civilização e regressar ao tribalismo. E sugere que aquilo a que hoje chamamos totalitarismo pertence a uma tradição que é tão velha, ou tão nova, quanto a nossa própria civilização. Tenta, deste modo, contribuir para a nossa compreensão do totalitarismo e do significado da luta eterna contra ele.»
Karl Popper, filósofo das ciências exatas e humanas, nascido neste dia, em 1902.
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