"El Abrazo"

El Abrazo

Nos anos sessenta, após uma breve crise pictórica e um profundo relacionamento com os movimentos de oposição ao regime de Franco, Juan Genovés começou a levantar duas questões: o "indivíduo único", inicialmente resolvido como uma "colagem" em relevo, e a "multidão", tratada com tintas planas e estruturas plásticas de aspecto cinematográfico.

Esta última proposta se materializará ao longo do tempo num realismo político único, de forte denúncia social, feita a partir da manipulação de imagens fornecidas pela comunicação de massas. "El Abrazo" (1976), descrito como um dos símbolos da democracia e a pintura mais representativa deste estágio de Transição, é, nas palavras de Juan Genovés, “del pueblo, es un cuadro que no me pertenece".

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